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[Análise]Silent Hill - Homecoming

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[Análise]Silent Hill - Homecoming

Mensagem por LeoLeandro17® em 30/9/2011, 01:33

Análise : Silent Hill - Homecoming



Pontos - chave

Contras

- História totalmente previsível... característica de filmes de terror norte-
americano.
- Se você é fã desta série achará o roteiro fraco. Agora para os novatos é um
prato cheio!!
- Personagens fracos são pouco carismáticos.
- Durante o jogo sua expectativa cai gradativamente.
- Masahiro Ito - grande responsável pelo sucesso dos três primeiros jogos não
participou do desenvolvimento deste game.

Prós

- Trilha sonora pertubadora e assustadora by Akira Yamaoka
- Gráficos muito bem trabalhos, principalmente dos monstros e outras aberrações que são encontradas durante o game.
- Melhoria na jogabilidade em comparação aos games anteriores.

Silent Hill " Homecoming

O terror piscológico da cidade da neblina está de volta???. ou não?


Alguns anos atrás, em 1999, a Konami lançaria sua resposta ao jogo survival
horror Resident Evil da Capcom, que fazia um grande sucesso na época. Foi aí
que surgiu o primeiro e antológico Silent Hill, da mente criativa do talentoso
Keiichiro Toyama (Silent Hill 1 e 2, considerados os melhores jogos da franquia), que contava a história de um pai (Harry Mason) que perde a sua filha em uma cidade aparantemente abandonada em uma nebulosa chamada Silent Hill. A Konami não devia saber, mas nascia aí um novo clássico e o pioneiro do estilo de jogo chamado de terror psicológico.

Silent Hill não tinha apenas monstros e zumbis, mas mostrava também um universo perturbador e surrealista. Com um roteiro complexo e muito bem desenvolvido, criava um ambiente de medo e tensão nunca visto antes em um jogo. A principal diferença de Silent Hill para os outros jogos survival horror é justamente a criação da ambientação e a atmosfera tensa do jogo, e não à ação de matar zumbis como eram os concorrentes.

Tudo isso combinado com a bela trilha sonora de Akira Yamaoka (que trabalhou em todos os jogos principais da série e inclusive na trilha sonora da versão
cinematográfica) criou um clima psicológico de terror esmagador.

E os consoles da nova geração ganham o seu primeiro título de Silent Hill, o
quinto em sua cronologia, conhecido como Silent Hill: Homecoming. Após o grande sucesso de Silent Hill 1 e 2, a qualidade da série decaiu consideravelmente.

Será que a franquia já está desgastada e não há mais como surpreender os
exigentes jogadores? Ou será que este novo jogo, com uma nova equipe de
produção, irá resgatar suas raízes e cair nas graças dos gamers? Leia nossa
análise e descubra.


A História

A História

Um dos pontos principais da série, o roteiro, que deve estar à expectativa dos
fãs, que esperam não apenas uma história perturbadora, que mexa em seu
subconsciente e dê pesadelos de noite, mas que também seja complexa e
imprevisível. Um nome de peso no roteiro é o de Hiroyuki Owaku, que trabalhou
no roteiro de Silent Hill 2 e 3, que possuem uma narrativa de filmes nipônicos, com mistérios e revelações surpreendentes. Homecoming não tem a participação de Owaku. E ela fez muita falta. Mas antes das críticas, vamos dar uma geral na história do jogo.

O protagonista é Alex Shepard, um jovem de 22 anos que acorda em um hospital
psiquiátrico. Ele é um soldado de guerra que volta para a sua cidade, chamada
Shepherd´s Glen. Mas algo está estranho, a cidade parece deserta e há uma
estranha neblina. Ao voltar para a sua casa, Alex descobre que seu pai e irmão
estão desaparecidos e que sua mãe está sofrendo de esquizofrenia. Com tudo
isso, Alex vai atrás de seu pai e irmão em Silent Hill, com a ajuda de Travis
(personagem principal de Silent Hill Origins para PSP e PS2) e Elle, sua amiga
de infância.


Parece promissor não? Também se parece com outros jogos do gênero, e esse é o
maior problema da sua narrativa, a previsibilidade. Se você é um fã da série,
achará o roteiro fraco e totalmente previsível, ainda mais se você também for
fã de filmes de terror.

Os personagens são fracos, mal desenvolvidos e não possuem grandes carismas.
Alex e Elle não conseguem convencer como os personagens principais, e os vilões não possuem motivações profundas e complexas. Passamos de uma narrativa de terror psicológico asiático para uma narrativa clichê de filmes de terror
americano, ou seja, é tudo muito óbvio e sem grandes mistérios e suspense. Ã
tudo mais simples, mais fácil, não há mais aquela expectativa mais lenta e
contemplativa como "nossa, o que terá atrás dessa porta" ou "caramba, o que foi aquilo que acabou de passar pela sala".

Homecoming é mais um jogo de ação survival horror do que qualquer outra coisa,
com apelos clichês para "assustar" o jogador e com muito sangue na tela para
tentar impressionar.


No primeiro Silent Hill, em 1999, a Konami usou a neblina não para criar um
clima de suspensa, mas sim para esconder falhas gráficas do jogo. Mas o
resultado final agradou tanto que a neblina acabou virando marca registrada da
franquia. Os dois primeiros jogos poderiam não ser um primor gráfico, levando
os consoles até os limites das suas capacidades, mas a direção artística, os
cenários, o visual, a ambientação eram espantosas, principalmente pelo seu
nível de detalhes. A cada sala ou cenário que o jogador entrava, era bombardeado com detalhes e simbolismos que mexiam ainda mais com a curiosidade e atmosfera do jogo. Ponto para Masahiro Ito, que fez um trabalho de mestre nos três primeiros jogos de Silent Hill. Homecoming não tem a participação de Ito. E ele fez falta.

A Double-Helix, produtora do jogo, não se preocupou em utilizar uma engine
muito poderosa em Homecoming, o que até aí tudo bem, já que seus antecessores
trilharam muito bem por esse mesmo percurso. Podemos ver texturas em alta e em
baixa definição, os gráficos não são ruins, mas falta a originalidade de Ito.


Percebe-se que os gráficos de Homecoming foram inspirados nos dois primeiros
jogos, mas assim como o roteiro, sofre de uma reciclagem visual que tenta
impressionar, mas que dá a impressão que já foram vistos.

Os cenários são simples e genéricos, sem aquela identidade e nível de
detalhismo que criavam um clima propício. Agora é tudo mais direto, seco e sem
climas e atmosfera de suspense. Depois da obra de arte artística de Silent Hill 3, Homecoming deixa muito a desejar com um visual sem inspiração.

E o que dizer do design dos personagens? Fora Alex que é muito bem feito e
possui expressões faciais ótimas, o restante dos personagens que irão aparecer
é decepcionante, com modelagens pobres e texturização mal trabalhadas. Entretanto, o design dos mostros, e em especial, dos chefes, são excelentes e
com certeza o ponto alto gráfico do jogo. Espere ver muitos monstros bizarros,
alguns até já conhecidos da série, outros totalmente novos.



Se Homecoming não contou com a participação de Owaku e Ito, felizmente Akira
Yamaoka deixa sua assinatura no game. A trilha sonora envolvente e perturbadora sempre se destacou nos jogos da série, e ela está de volta neste episódio. Destaque para a belíssima música de abertura, que assim como os jogos anteriores, mantém o alto padrão de bom gosto da série. As dublagens estão bem feitas e funcionam bem, com atuações bem trabalhadas e com as vozes casando bem com a imagem dos personagens. Os efeitos sonoros contribuem bem para o clima de terror, mas estão menos macabros que os jogos anteriores e ficou faltando aqueles sons que fazem você tremer enquanto anda em um cenário sombrio. Mas no geral cumprem sua função.

Movimentar Alex será uma tarefa fácil, com um jogabilidade simples e comandos
rápidos e precisos, diferente dos outros jogos anteriores que sempre teve uma
certa dificuldade em sua jogabilidade. A jogabilidade está mais frenética, com
uma ação mais intensa, Alex pode esquivar, rolar, dar vários golpes e muito
mais, com tudo funcionando muito bem. Mas o problema com essa abordagem é que Alex é bom demais com as armas e golpes (afinal o cara é um soldado). Sua mira é precisa e matar os monstros será uma tarefa fácil sem sequer sofrer um arranhão.



Conclusão

Silent Hill: Homecoming possui um feeling muito bom, mas nada de extraordinário. Se você espera uma experiência revolucionária como os primeiros jogos da série, pode esquecer, Homecoming tenta inovar, mas sem ser muito ambicioso, reciclando várias idéias dos jogos anteriores. Ã melhor que Alone in the Dark, jogo que segue o mesmo estilo e lançado recentemente. Apresenta gráficos medianos, uma boa jogabilidade e uma excelente trilha sonora. Ã um bom jogo, mas por ter outra equipe de produção, não possui as grandes características que o fizeram famoso, como o clima e atmosfera de terror. Mas tem os seus momentos inspirados, irá agradar jogadores novatos e talvez desapontar um pouco os fãs mais antigos.


Fonte: Game vicio

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